academia de leitura

Uma janela de histórias e muitas brincadeiras. Para as crianças e com as crianças!

Comportamentos de Agressividade e Impulsividade(2)

Esta é a última fase da técnica da tartaruga. Tem cinco passos. Em termos teóricos, os passos podem parecer complicados para as crianças, mas na prática são de fácil compreensão.

Passo1: Definição clara do problema
Passo2: Gerar respostas alternativas para a situação
Passo3: Avaliação das consequências das respostas alternativas e seleccionar a melhor resposta
Passo4: Pôr em práctica a solução escolhida
Passo 5: Verificar os resultados

Actividades:


PENSAR COMO UMA TARTARUGA





Cole a imagem num local bem visível para todas as crianças.

Explique que a Pequena Tartaruga quando está irritada, ela sabe como parar, esconde-se na carapaça e respira lentamente para relaxar. Então ela pensa, pensa, pensa, e vem uma grande idéia sobre o que pode fazer com as suas mãos em vez de bater ou meter-se em sarilhos.

Assegure-se que todas as crianças compreenderam. Depois basta deixar que as crianças criem diferentes soluções para resolução do problema. Considerem as consequências positivas e negativas de cada solução apresentada pelas crianças. As crianças discutem em pequenos grupos e apresentam a melhor maneira de resolver o problema.
Utilize situações do dia-a-dia da sala de aula. Por exemplo:

Professor: “O Jorge empurra o Pedro. Que pode fazer o Pedro?”
Crianças: “O Pedro fica furioso e dá-lhe uma grande patada.”
Professor: “O que aconteceria a seguir?”
Crianças: “Os dois ficariam de castigo.”
Professor: “Que outra coisa pode fazer o Pedro?”
Crianças: “Pedir ao Jorge que se afaste.”
Professor: “E se o Jorge não se afasta?”
Crianças: “O Pedro afasta-se.”
Professor: “E se isso deixasse o Pedro sentir muita raiva?”
Crianças: “Pode parar e esconde-se na carapaça da tartaruga.”
Professor: “Então qual seria a melhor coisa que o Pedro pode fazer para não meter-se em sarilhos?”


Apresentar às crianças vários cenários “O que podes fazer em vez de bater?”; “O que aconteceria a seguir?”; “Qual seria a melhor maneira para não meter-se em sarilhos?”; entre outros.
Alguém tira a tua bola com que estavas a jogar. O que podes fazer?
Alguém derruba com intenção a tua torre de cubos. O que podes fazer?
Alguém te empurra na saída da sala. O que podes fazer?
Alguém quer ser o primeiro da fila, mas tu chegaste primeiro. O que podes fazer?

Sugestões de Actividades de reforço da Técnica da Tartaruga

Prémio Super Tartaruga
Certificado entregue ao final do dia às crianças que controlaram adequadamente os seus sentimentos de raiva e implusividade.

Treinador de Tartaruga
Apresente a “Pequena Tartaruga” às crianças dentro do aquário. Diga às crianças que quem melhor utilizar a Técnica da Tartaruga para controlar a agressividade e impulsividade tem direito a alimentar a “Pequena Tartaruga”.

A Festa da Tartaruga
Decore uma caixa. Sempre que alguma criança utilizar a técnica com sucesso, conta o acontecimento à professora e/ou à classe. Deposita-se dentro dessa caixa várias fichas-prémio. Quando a caixa ficar cheia a sala realiza uma festa.

Relaxamento para Crianças

Mãos e Braços

Vamos fazer de conta que tens um limão na tua mão esquerda. Agora aperta com foça o limão. Tenta espremê-lo com tanta força, como se fosses tirar todo o seu sumo. Sentes que o teu braço e a tua mão estão tensos, enquanto espremes o limão. Depois deixa cair o limão no chão. Notas que os teus músculos, da tua mão e do teu braço, estão relaxados.
Vamos agora apanhar um outro limão e apertá-lo. Vais espremer este limão ainda com mais força que o outro. Muita força! Em seguida, deixa cair o limão e relaxa. Repara que a tua mão e o teu braço sentem-se muito melhor quando estão relaxados.
Apanhamos outra vez um limão com a mão esquerda e espremêmo-lo até que não fique nenhuma gota. Aperta com toda a tua força! Agora relaxa e deixa cair o limão no chão.

Braços e Ombros

Vamos fazer de conta que és um gato fofo e muito preguiçoso. Queres esticar-te. Estica os braços bem para a frente. Seguidamente, levantas devagar os braços para cima. Muito para cima, bem para cima! Depois para trás. Mais para trás, bem para trás! Sentes tanta preguiça, que deixas cair os braços e relaxas. Então, gatinho, vamos nos esticar de novo? Estica os braços para a frente, bem para a frente. Levanta-os para cima. E, agora, para trás. Mas que preguiça! Deixa os braços caírem rapidamente. Assim, sentimo-nos bem. Os ombros estão relaxados. Esticamo-nos mais uma vez. Os braços bem para frente, levantar até à cabeça, como se fossemos tocar no céu, e empurrámos para trás. Nota a tensão em que ficamos com os braços e os ombros. Mantém os braços apertados. Que preguiça! E deixamos cair os braços. Desta maneira, conseguimos relaxar.

Ombros e Pescoço

Vamos imaginar que és a Pequena Tartaruga. Estás sentada numa pedra junto ao lago, a apanhar um sol bem quentinho. Sentes-te confortável e seguro. Oh! De repente, sentes que há perigo! Metes a cabeça dentro da tua carapaça. Tenta subir os ombros, até tocarem as tuas orelhas, e baixar a cabeça entre os ombros. Ficas aí quietinho à espera. Já passou o perigo! Podes sair da tua carapaça e relaxar a apanhar o sol quentinho. Oh! Mais um perigo! Escondes rapidamente a tua cabeça na tua carapaça e mantém tua cabeça apertada entre os ombros. Tens que estar fechado e apertado para poderes proteger-te. Já podes sair, tira a tua cabeça da carapaça e relaxa os ombros. Nota como te sentes melhor relaxado. Oh! Sentes outra vez que há perigo! Metes novamente a cabeça para dentro. Tenta subir os ombros, até tocarem as tuas orelhas, e baixar a cabeça entre os ombros. Ficas aí quietinho. Não há mais perigo! Espreita pela tua carapaça e, depois, sai. Sentes-te de novo seguro. Deixou de haver perigo. Agora, não tens que sentir medo. Ficas apenas a apanhar o sol quentinho e relaxado.

Boca

Tens uma pastilha elástica gigante e muito difícil de mastigar na tua boca. Morde com muita força! Agora descansa e deixa a boca ficar solta. Já podes abrir melhor a boca. E, que bem que sabe, relaxar a boca! Vamos mastigar outra pastilha elástica. Esta ainda é mais dura que a primeira. Mastiga com força, aperta muito bem. Up’s! A pastilha elástica caiu para fora da boca. Esta pastilha é mesmo bastante dura. Já basta! Lentamente, deixa a boca soltar-se dessa tensão. É tão bom relaxar e não ter que lutar contra a pastilha elástica. Vais receber mais uma pastilha elática. Esta também é muito dura. É preciso muita força para espremê-la entre os dentes. Depois de a mastigares e a apertares muito bem, relaxa a boca. Assim, conseguiste ganhar uma pastilha elástica e ficar bem relaxado.

Cara e Nariz

Aí vem uma mosca. Aterrou em cima do teu nariz. Tenta tirá-la sem usar as tuas mãos. Podes mexer-te e enrrugar o teu nariz o mais que possas. Enrruga o teu nariz com força. A mosca já foi embora. Agora, podes relaxar o nariz. Oh! Vem aí a mosca outra vez, enrruga o teu nariz com força, com muita força e saiu voando. Já podes relaxar. Nota que quando enrrugas o nariz com força a tua boca e os teus olhos também te ajudam. E, quando relaxas, toda a tua cara também relaxa. Oh, oh! Desta vez, sentou-se na tua testa. Faz muitas rugas. Tenta apanhá-la entre as rugas . Já se foi embora de vez. Podes relaxar, deixar a cara lisa, sem rugas. A tua cara está suave, lisa e relaxada.

Estômago


Estás deitado numa floresta e vês um lindo elefantezinho, mas é muito distraído, não vê para onde vai e zás! Põe a pata em cima do teu estômago. Não te mexas! Não queres assustá-lo! Faz com que o teu estômago fique duro. Aperta os músculos do teu estômago com força. Mantém-te assim. Parece que desistiu e vai para outro lado. Já podes relaxar! Deixa o estômago bem solto. Já te sentes bem melhor. Ai, ai! Vem de novo na tua direcção. Prepara-te. Aperta o teu estômago com força. Se não fazes força com o teu estômago podes te magoar. Faz com que o teu estômago pareça uma pedra. Foi para outro lado. Podes relaxar! Nota a diferença de quando tens o estômago duro como uma pedra e de quando o tens relaxado. Não vais acreditar, o elefantezinho distraído vem aí outra vez. Aperta o teu estômago com muita força, com toda a tua força. Está com a pata em cima do teu estômago, mas tu estás duro como uma pedra e não sentes nada. Já passou! Agora sim, já podes ficar completamente relaxado. Está tudo bem e podes ficar relaxado, o elefante distraido parece que não vai voltar.
Agora imagina que queres passar num caminho estreito. Vais ter que apertar o teu corpo muito para poderes passar. Aperta muito o teu estômago até que toque na tua coluna. Faz-te muito magrinho. Tens que fazer um grande esforço para poder passar. Depois de passares podes relaxar. Sentes como o teu estômago fica solto. Vamos tentar mais uma vez, aperta teu estômago e faz-te muito magrinho, só mais um esforço e mais uma vez. Passas-te o caminho estreito. Deixa o teu estômago libertar-se até ao ponto que te sintas bem.

Pernas e Pés

Imagina que estás descalço numa poça cheia de lama. Mete os teus pés profundamente dentro da lama. Vais precisar que as tuas pernas te ajudem. Faz força para baixo e mete os dedos dos pés para dentro, para te ajudar a chegar cada vez mais fundo da poça de lama. Está a correr bem, agora, afasta os dedos dos pés e dá um passo grande para sair da poça. Relaxa os pés e as pernas. Deixa que se sintam soltos. Que bem que te sentes! Vamos mais uma vez para a poça de lama. Empurra os pés para o fundo da poça com mais força. Força! Tenta apertar os dedos dos pés muito juntos. Está bem assim. Salta e relaxa os pés, os dedos dos pés e as pernas. Sentes-te tão bem relaxado. Não tens nenhuma tensão.

Comportamentos de Agressividade e Impulsividade(1)

Técnica da Tartaruga - Programa de auto-controle

Objectivo: ensinar a criança a controlar o seu comportamento disruptivo.
Tipo de comportamento: impulsividade: agressões, condutas disruptivas
Aplicação: na sala de aula

FASE 1: Leitura da História

O segredo da Pequena Tartaruga.

Há muito e muito tempo, vivia no lago uma Pequena Tartaruga. A Pequena Tartaruga tinha seis anos e, como toda a tartaruga da sua idade, vai à escola.
A Pequena Tartaruga gostava muito de correr e jogar com as outras tartarugas no recreio da escola.
Mas quando estava zangada, portava-se mal. Chamava nomes às outras tartarugas e metia-se em sarilhos.
A Pequena Tartaruga sentia-se muito mal.
Era sempre assim, quando estava zangada, sempre acabava metida em algum problema.
Certo dia encontrou uma tartaruga muito velha. A Velha Tartaruga parecia ter 300 anos.
A Velha Tartaruga aproximou-se da Pequena Tartaruga e, numa voz meiga, disse:
“Vou contar-te um segredo, quando estás zangada, podes esconder-te!”
A Pequena Tartaruga sentia-se perdida, não percebia de que lhe falava.
“A tua carapaça! Para quê que tens a tua carapaça? Podes esconder-te na tua carapaça sempre que te sintas zangada. Ajuda a passar se contares até dez antes de falar” - disse a Velha Tartaruga.
“Já sabes, da próxima vez que te sintas zangada, escondes-te dentro da tua carapaça e contas até dez.” – repetiu a Velha Tartaruga.
A Pequena Tartaruga ficou muito contente e também muito impaciente, queria pôr em prática o segredo da Velha Tartaruga.
No dia seguinte, na sala de aula, a Tartaruga Dedé, deu-lhe sem intenção um empurrão. A Pequena Tartaruga estava zangada, a ponto de perder a paciência e devolver-lhe o empurrão, quando recordou o segredo da Velha Tartaruga.
Encolheu lentamente as pernas e a cabeça. Apertou todo o corpo para dentro da carapaça e contou até dez. Sentiu-se a aclamar.
Agora, a Pequena Tartaruga usava o segredo da Velha Tartaruga cada vez que se sentia zangada.
Na escola, todos a admiravam e queriam ser sua amiga.
Todos os meninos sabiam que a Pequena Tartaruga estava diferente, mas só tu sabes o seu segredo.

FASE 2: Praticar em grupo

A Pequena Tartaruga quando se sente zangada, ela sabe como parar, esconde-se na carapaça conta até dez até a raiva passar.

Exemplifique: “Oh, estou zangada porque o Pedro chamou-me nomes!”
Vou usar o segredo da tartaruga. Encolho os braços e as pernas para junto do meu corpo, inclino a cabeça para o peito, conto até dez e espero até a raiva passar.

Apresente situações de conflito habituais, para que mimem a “posição tartaruga”.
Para maior divertimento, realize um Jogo. As crianças passeiam livremente pelo espaço, ao sinal “Tartaruga”, todas as crianças devem estar na “posição tartaruga”.

FASE 3: Prática individual

Durante a semana, mantenha 10 minutos de prática. Utilize os incidentes diários como exemplos ou selecione um comportamento difícil habitual da criança. Após a execução da “posição tartaruga”, reforce positivamente e as restantes crianças aplaudem.

Explore novas situações (caso alguém tire o material, chame nomes...) e interrogue as crianças sobre o que fariam. Encoraje as crianças a utilizarem a técnica e reforce, positivamente, respostas imediatas na “posição tartaruga”.

Envie uma nota para a família, informando sobre a “técnica da tartaruga” e sugestões de como podem ajudar as crianças a praticarem a técnica em casa.

Utilize o modelo. As crianças desenham e decoram a carapaça da sua tartaruga.





Caçador de tartarugas

As crianças dispersam-se pelo pátio: são as tartarugas. Ao sinal, o caçador sai correndo para caçar as tartarugas. Estas evitarão ser apanhadas deitando-se de costas, pernas ebraços encolhidos, imitando tartaruga deitada de costas. Enquanto estiverem nesta posição, não poderão ser caçadas. O jogador que for apanhado será eliminado.




FASE 4: Exercício de relaxamento

Leitura da história.

A Pequena Tartaruga sentia-se cada vez mais feliz na escola.
Quando estava zangada, mesmo sem saber bem qual o motivo, escondia-se dentro da sua carapaça.
Mas, a Pequena Tartaruga tinha dias que estava tão zangada que o coração batia rápido, o rosto ficava vermelho e contar até dez não a acalmava.
A Pequena Tartaruga procurou de novo a Velha Tartaruga para pedir-lhe ajuda.
“Que posso fazer se contar até dez não me acalma?” – perguntou a Pequena Tartaruga.
A Velha Tartaruga disse: “Dentro da tua carapaça, tens que respirar lentamente, soltar os músculos das pernas, das mãos e do estômago. Também podes pensar em coisas bonitas.”
A Pequena Tartaruga gostou muito da ideia e começou logo a aprender a relaxar.


Fale que quando estamos irritados, zangados ou com raiva o nosso coração pode bater mais rápido, podemos ficar com o rosto vermelho e sentir o corpo “quente”.
Fale com as crianças. Para nos acalmarmos, podemos fazer três respirações profundas e fazer o nosso corpo ficar mole (relaxado). Quando estamos relaxados a respiração fica mais leve, o coração bate mais lento, o corpo fica mais solto e sorri.
Os músculos a relaxar devem seguir a seguinte ordem:

-apertar bem as mãos
-dobrar os braços em direção aos ombros
-esticar bem as pernas como se quisessem tocar algo longe
-apertar com firmeza os lábios um contra o outro
-fechar os olhos com muita força
-empurrar o estômago bem para fora
-respiração: encher os pulmões cheios de ar e libertar o ar muito lentamente

As crianças sentam-se confortavelmente e soltam os pés e as pernas. Os braços também são deixados soltos, descansando sobre a mesa e a coluna vertebral deve ficar ereta.

“Concentra-te na tua mão, mantém a mão fechada e aperta-a tanto quanto seja possível, enquanto contas até dez: 1, 2, 3, força; 4, 5, 6, mais força; 7, 8, com toda a tua força; 9 e 10, mantém toda a tua força. Agora, muito lentamente, vais abrir a tua mão, enquanto contas 9, 8, 7, vai desaparecer a tensão; 6,5,4, a mão fica leve; 3,2, a mão está cada vez mais leve; 1 e 0, relaxa.”

A respiração é muito importante no relaxamento. O ar entra pelo nariz, estufa a barriga e sai pela boca (respiração abdominal). Adoptamos um ritmo de três tempos, contando mentalmente: 1...2...3, o ar entra; 1...2...3, prende-se o ar nos pulmões; 1... 2...3, o ar sai. A respiração inicia-se de forma ritmada e profunda e, no decorrer do exercício, fica mais suave.
Ensinamos às crianças que é bom respirar, que exercitem isso algumas vezes por dia e que a utilizem em situações difíceis.

Reforçar e entusiasmar as crianças, para que aprendam a reconhecer a diferença entre o estado de tensão e o estado de relaxamento.

Dividir os diferentes músculos em diversas sessões práticas. A sequência começa pelas mãos, pernas, lábios, olhos, estômago e termina pelo peito.

Recomenda-se que não trabalhem mais de 15 minutos por sessão e idealmente dois a três dias por semana em sessões curtas. Estar atento ao ritmo de cada uma das crianças e seguir o ritmo adequado a cada situação específica.

Quando verifica que já aprenderam a relaxar, conforme descrito anteriormente, passe à fase seguinte.
Também pode utilizar pistas visuais para ser mais divertido. Os mais pequenos vão adorar as brincadeiras! (ver relaxamento)

Fase 4: Relaxamento

O treino de relaxamento dura duas a três semanas completas.
Nesta fase, as instruções permitem a obtenção de relaxamento total sem a seqüência tensão-relaxamento. As crianças devem ser capazes de dar resposta de relaxamento, face ao sinal “tartaruga”.
“Vou contar ao contrário de 10 até 0, a cada número que diga vais ficar progressivamente mais relaxado, como a Pequena Tartaruga”

Natal - Uma Estrela um Elogio!

Actividades:

Fazer elogios ou ser atencioso é um tipo de capacidade social muitas vezes esquecida.
Uma estrela um elogio! será uma um protesto para decorar a árvore de natal, decorar a sala e ao mesmo tempo pretende transmitir às crianças a importância de criar “bom ambiente” no grupo e de fazer que os outros se sintam bem com eles.
É proporcionada às crianças situações em que se pode fazer alguns elogios. Cada criança deve pensar como elogiaria a outra em cada situação.
a) O teu amigo tem uma camisola muito divertida.
b) O teu colega empresta-te o seu brinquedo preferido.
c) Um colega chega à escola com ténis novos.
d) Um amigo marca um golo.
e) A tua amiga teve um Muito Bom no comportamentos.
Durante os próximos dias, a criança regista sobre uma linda estrela os elogios que deu aos amigos, irmãos, pais, etc. que servirá para decorar a árvore de Natal.

Variante:
Envolva a família, pais, professores numa maratona de elogios, e durante uma semana registar o número de elogios feitos diariamente. Fazer um gráfico e divirta-se com as crianças tentando ultrapassar recordes.











Rasto de Deus e outros contos. Montserrat Del Amo

Rasto de Deus, um anjo pequeno e desajeitado que mal sabe voar.
Os anjos trabalhavam para colocar as estrelas onde Deus lhes dizia excepto Rasto de Deus. Quando viam Rasto de Deus, sorriam com alguma pena: “ Nunca vai prestar para grande coisa . Um anjo que nem sequer consegue voar bem…!”

Crianças que se preocupam de mais


Prudência Preocupa-se
Prudência preocupa-se com tudo. De manhã..à noite …e durante todo o dia.

http://picasaweb.google.com/EueSaude/PrudenciaPreocupaSe#

Patrícia. Stephen Michael King
A cabeça da Patrícia vivia cheia de pensamentos maravilhosos, incríveis. Ela só queria alguém com quem compartilhar seus pensamentos.

As Preocupações de Billy. Anthony Browe
O Billy costumava andar um pouco preocupado. Preocupava-se com muita coisa … chapéus, sapatos, nuvens.. Billy sentia-se um pouco idiota. Decidido contar à avó. A avó explicou-lhe: “Estes são os bonecos das preocupações e…



Actividades:
Utilizar os modelos e fazer um marcador de livros com os bonecos das preocupações. Recortar, colorir e dar um nome aos bonecos.
Na próxima vez que tenhas preocupações , conta as tuas preocupações aos bonecos e põe-os debaixo da almofada. Deixa que eles se preocupem por ti.
Também podes escrever as tuas preocupações em pequenos pedaços de papel e põe-os numa caixa mágica. Terás uma grande surpresa pela manhã. Mas não te esqueças que podes fazê-lo todas as noites mas só podes contar um problema a cada um dos bonecos.

Reciclar os pensamentos
As crianças escrevem os pensamentos negativo em pedacinhos de papel em forma de notas, que são amassadas, como se fossem dinheiro desgastado.
Com a ajuda do professor as crianças escrevem pensamentos positivos e elogios que o adulto deposita no “banco” as notas novas novas.
Apresenta-se a metáfora em que se associa os pensamentos negativos às notas desgastadas, que devem ser substituídas por notas novas.
As crianças vão ao “banco”para fazer a troca e são instruídas a usar as “notas novas” sempre que os pensamentos negativos( notas velhas) aparecerem.

O meu Herói
A criança escolhe um herói ( super-homem, irmão mais velho, pais) e faz a máscara do seu herói. Usando a máscara a criança “faz de conta” que é o herói que vai enfrentar diversos desafios, quais se incluem a criar pensamentos alternativos para as preocupações ou soluções para os problemas

Adopção

O Coelhinho Tremeliques; Kes Gry & Mary McQuillan

Tremeliques, um jovem coelhinho, acaba de descobrir que os seus pais, a vaca Mil-Folhas e o cavalo Caniço não seus pais biológicos! A sua reacção não é a melhor, mas, no fim, todos percebem que para pertencer a uma família não é preciso ter nascido da barriga da mãe.

http://picasaweb.google.com/EueSaude/OCoelhoTremelique#


Grávida no Coração; Paula Pinto da Silva

- Mãe, gostas de mim?

-Gosto de ti até ao céu, meu filho.

- Mãe, se eu tivesse estado na tua barriga, gostavas mais de mim?

-Não, meu filho, porque haveria de gostar? Tu estiveste dentro de mim, no meu pensamento e no meu coração. O meu desejo de te ter, de ver o teu rosto era tão grande como uma barriga grávida.

- Mãe, então tu dizes que gostas de mim, que sou teu filho adotivo, como do meu irmão que é teu filho biológico!

-Claro que sim. Quando estavas à espera do teu irmão sentia-me muito feliz, porque ia ter um filho; não porque a minha barriga estava a crescer.

- Há muitas maneiras de ter filhos: na barriga, no coração…

-Mãe, grávida no coração? O coração não tem filhos!

-Tem filhos sim, e foi lá que tu nasceste, é lá que estás a crescer e é onde vais ficar. Para qualquer lado aonde vá, levo-te sempre no meu coração.

- Ah! Então é mais importante o coração de uma mãe do que a barriga!

- Claro, meu filho. Mãe é aquela que chora quando estas doente, que te pega ao colo mesmo quando lhe doem as costas e que te da o beijo de boa-noite. Mãe é aquela que te ama, a que está aqui e no fim do mundo, se precisares. O pai não engravida, no entanto, ama os filhos desde o primeiro momento, e para sempre.

-Pai, mas eu não sou parecido contigo!

-És parecido comigo, sim! Tens o meu nome e és um bocadinho daquilo que eu sou, daquilo que eu gosto, daquilo em que acredito e que respeito. Ate falas como eu!

- Pai, e os genes?

- Se um dia quiseres ser musico, atleta ou escultor, cantaremos juntos, faremos corridas na praia com os teus irmãos e até encheremos a casa com barro.

Tu não precisas saber quais os teus genes. Precisamos é de estar juntos para os descobrir.

-Mãe, e a minha historia?

-A tua historia és tu quem a vai fazer. A tua historia somos nos, tu e eu e o teu pai, os teus irmãos, avos, primos, tios, todos os que estão aqui ao teu lado, orgulhosos, a ver-te crescer lindo e feliz.

-Mãe, porque me adoptaste?

-Porque queria ser Mãe!

-Então, és tu a minha mãe verdadeira!


Tarzan, a ternura da adopção!


Jogos para Desenvolver a Consciência Fonológica

Jogos de Escuta: introduzir as crianças na arte de saber ouvir activa, atenta e analiticamente. Inicia-se com o desafio de ouvir com atenção e, logo após, avançamos para actividades que exigem que prestem atenção à fala, como seguir instruções orais.

Olhos abertos – Olhos fechados

As crianças fecham os olhos e escutam os sons por alguns minutos, depois citam os sons que tenham ouvido. Passado um espaço de tempo interroga-se o que ouviram.

Ouvido atento

Num ambiente calmo, as crianças com os olhos fechados, tentam identificar os sons. Por exemplo:

Correr pela sala

Fechar a porta

Saltitar

Bater na cadeira

Tocar nas teclas do computador

Estalitos com a boca

Esfregar os cabelos

Mastigar fazendo barulho

Pular

Rasgar papel

Tossir

Fazer força

Arrastar a cadeira

Abanar as chaves

Variações :

a) Identificar os sons isolamente

b) Explicitar quais os sons que ouviram e a ordem pela qual ocorreram

c) Produzir uma serie de três, depois repetir omitindo um dos sons

d) Uma criança produz um som e os colegas identificam

Ouvidos tapados – Ouvidos destapados

Dividir as crianças em dois grupos. Um dos grupos fará ruído com o seu corpo,

o outro grupo tapará e destapará os ouvidos, segundo as indicações:

Dizer-lhes que se movam , provocando muito ou pouco ruído

Ir a até a porta sem fazer barulho

Voltar para a cadeira, fazendo muito barulho

Levantar-se da cadeira sem fazer barulho

Apanhar um brinquedo sem fazer ruído

Pedir que as crianças permaneçam em completo silêncio

Inverter os papéis e trocar impressões sobre ouvir com os ouvidos tapados ou com os ouvidos destapados.

Susurrar o nome

Uma criança dirige-se para outra parte da sala e escolhe o nome de um menino em segredo. A seguir de olhos vedados. Ouve, o nome de todos os meninos no ouvido, bem baixinho, ao ouvir o nome escolhido abraça o colega.

Colocar-se num canto da sala e com voz de cochichar, ir chamando cada criança pelo seu nome: as crianças deverão levantar a mão, mantendo-se no seu lugar, para indicar que ouviram o nome

Depois pronunciar o nome de uma criança, como antes, mas acrescentando uma palavra. A criança que tiver sido chamada, deverá repetir a palavra ouvida.

Nota: Iniciar-se-á a actividade com uma intensidade de voz média, para diminuir progressivamente.

Com todas as crianças sentadas em círculo Uma delas sentada de olhos vedados, no centro finge que dorme. Uma criança imite um miau…miau e a do centro deve adivinhar de onde vem o som.

Jogos de Rima: desenvolver a atenção das crianças para os sons das palavras.

Rimas

http://www.magossi3.hpg.ig.com.br/musica572.wav

Estimular o gosto por ouvir poesia, canções, trava-línguas, etc.

Ler os poemas com ritmo e sublinhando bem as rimas.

Ler os poemas e as crianças identificam as “palavras mágicas”.

Que se passa nesta sala?

Formam-se dois grupos de crianças na sala.

Coro 1: Que se passa nesta sala?

Coro 2 : Um elefante esta dentro da mala

Que se passa no quintal?

Vi um gorila no estendal

Que se passa nesta escola?

Os postes estão a jogar à bola

Que se passa no jardim?

O lago faz trim trim

O que se passa na banheira?

O cão lava a coleira

Que se passa nesta sala?

Não sei, mas ninguém se cala.

“Este avião está carregado…”

Sentadas no chão, inicie o jogo: “Este avião está carregado de melão” . Atire a bola para uma criança que deverá pensar em outra carga, que poderá levar o avião, que rime com melão.

Se sentirem dificuldades , faça uma revisão de rimas possíveis com as crianças antes de dar ínicio ao jogo: sabão, pão, cão e esfregão.

Livro das rimas

Construção do livro das rimas: utlize imagens de revistas e em grupo as crianças dedicam cada página a um determinado som final (ex, ão); as crianças desenham ou colam imagens que terminam com o o som seleccionado (ex.pião, sabão ).

Menina Caprichosa

Era uma vez uma menina muito divertida e brincalhona , mas era muito caprichosa. Os pais davam-lhe tudo o que ela pedia. Um dia, o seu pai foi de viagem e perguntou:

Pai: Filha, vou viajar. O que queres que te traga?

Menina: Boa, papa. Traz-me uma boneca Condessa que mexa a cabeça.

E quando o pai regressou da viagem trazia uma boneca condessa que mexia a cabeça (as crianças abanam a cabeça).

Noutro dia, a menina fez anos e disse-lhe a mãe:

Mãe: Filha, que queres para os teus anos?

Menina: Deixa ver… Já sei! Traz o boneco Zé que mexe o pé.

A mãe foi a muitas lojas, e lá encontrou o boneco Zé que mexe o pé (as crianças mexem os pés). E entregou o boneco à menina que muito divertida cantarolava:

Menina: Já tenho a boneca Condessa que mexe a cabeça. Já tenho o boneco Zé que mexe o pé (as crianças fazem os movimentos).

O avó vivia numa aldeia e telefonou à menina e disse-lhe:

Avó: Vou agora para aí. Que queres de presente?

Menina: Que bom! Quero duas gatas que mexam as patas (as crianças abanam os braços).

O avó procurou … procurou até que encontrou . Quando chegou mostrou o presente à menina que exclamou:

Menina: Já tenho a boneca Condessa que mexe a cabeça. Já tenho o boneco Zé que mexe o pé. Já tenho duas gatas que mexem as patas (as crianças fazem os movimentos de forma divertida).

Chegou o Natal, a menina escreveu uma carta ao Pai Natal e pediu: uma cabeça de nabo que mexe o rabo (as crianças fazem o movimento).

O Natal chegou e a menina alegre gritou.

Menina: Já tenho a boneca Condessa que mexe a cabeça. Já tenho o boneco Zé que mexe o pé. Já tenho duas gatas que mexem as patas. Já tenho a cabeça de nabo que mexe o rabo…. eh! eh! eh! eh! (refrão cada vez mais rápido).

O Nosso Cantinho

Quem Sou Eu

Psicóloga e apaixonada pelo

valor terapêutico das histórias infantis.

Uma janela aberta com jogos e

muitas histórias para cuidar e encantar

os mais pequeninos.

Um blogue que responde a todas as suas dúvidas e aceita as suas sugestões. Escreva para: eunicepestana@sapo.pt

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